♫ He drowns in his dreams
An exquisite extreme I know
He's as damned as he seems
More Heaven than a heart could hold ♫
Ele veio implacável como sempre.
Bagunçou toda a casa arrancando poucas lágrimas e muitas verdades.
E aquele Belo Desastre se formou!
Começou com palavras ásperas que foram amortecidas com uma calma que não esperava ter...
Tentou ajeitar o abajour do canto, porém ele já estava quebrado, demasiado tarde.
E tudo sucumbiu com um franzir de sobrancelhas e olhos e um apertar de boca que soou como um simples?: Que pena!
Merecia muito mais! Sim não se surpreendam merecia mais.
Preteriu os seus aos dos outros ...
Atropelou a si e concluiu que não se dissolve dois grupos antagônicos de uma mesma história.
Naqueles dias desleais... O melhor sempre foi se preservar!
Perdeu-se por ser tão dos outros... O seus dois minutos a sós, veio numa tarde nem quente nem fria... Um tanto dolorida!
Não queria sair dali com integridade, consciência, raridade, poesia... Apenas Bem... não seria pedir demais!
Forjou um escudo sem a espada, não queria correr o risco de naquele divino desastre se ferir ao perfurar quem quer que fosse.
Tomadas decisões necessárias e feito racionamentos, decidiu prender o pé ao solo ao menos até conseguir sair da vida real que estava vivendo.
Quis tanto gritar pela mãe, como quando criança, por estar preso em algo, mas certamente já era forte o suficiente para se recuperar de uma batalha que se travava com o mundo alheio.
Mas para que cadeados e correntes, esses são facilmente quebrados, os impactos mais fortes não são vistos... são desferidos e sentidos!
Permaneceu ali naquela tarde, não era mais aquele menino de cachinhos na cabeça que olhava sem pedir nada... Agora queria tudo.
♫ But he's so beautiful
He's such a beautiful disaster
And if I could hold on
Through the tears and the laughter
Would it be beautiful
Or just a beautiful disaster ♫
Obs.: O mundo não é perfeito nem tão menos as pessoas e isso me dar uma vontade irresistível de não desistir de ambos.
Aos...
Aos meus que magoei, decepcionei ou ao menos chateei...
Aos dos outros que privilegiei...
Aos meus por não escutarem meus pedidos de socorro...
Aos estranhos que me intimaram a conversas agradáveis em uma noite , um tanto fria...
À Pandora que me arrancou os melhoras sorrisos...
Enfim, a mim que não me deixo amargar...
Que o azedo escorra pelos olhos,
Mas que não permaneça no peito.
Forró e sua capacidade pedagógica
14 horas atrás