sábado, 21 de janeiro de 2012


Eis uma anedota que conta-se pelas bandas de cá -

Tinha-se nas terras avermelhadas de um sertão próximo ao mar a presença de um menino chamado Antônio. O pequeno tinha, no ser que era, a leveza de uma alma, a leveza de uma entrega fruto de tanta confiança.
Nino, como era chamado pelos amigos, tinha um peito que batucava grossamente a densidade de um sentimento condensado em amor. Ninho, como era chamado pela mãe, tinha nos cabelos o frescor de um sorriso que cheira a eucalipto e traz o aconchego de uma boa noite de sono.
Seus braços desenhavam a sinuosidade do vento, o louvor que se estendia na terra arenosa e dura em que pisava, a segurança que os amigos lhe depositavam com todo o desinteresse de quem confia demais.
Antônio jamais pesara e jamais pesaria até o último dia de sua vida, porque ele nunca precisou olhar para os lados para saber que estava cercado pelos seus. O menino simplesmente seguiu em frente, sabendo que tinha em seus pés asas e em seu corpo escudo, pois sua alma se repartia em corpos de marias e joões que ele tinha dentro de si e que vivia em um mundo cercado de ciranda de hoje cedo e samba de amanhã de noite.

Para os meus amados amigos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Porquinho da Índia

(...) Meu bonito!!! Te amo, te amo... e é repetitivo, mas preciso te lembrar disso toda hora!

(...)Sim, lembre-me a cada novo algodão doce que se junta à forma geométrica mais linda que é nosso amor. Porque apenas ele e nele pode-se viver o sorriso mais encantador que personagem, em cinema brasileiro, consegue expressar. Sim! Isso é um filme de tantos atos e toda nova cena é clímax, efeito de câmera em mão, cena bem trabalhada, é uma giratória gigante, são duas crianças em roda gigante.
É ciranda de meia-noie, de quando te vejo descendo a ladeira da minha vida, desebocando no mar do meu coração. E amar não poderia ser diferente dessa martelada que se dá no meu peito, inconstatemente, não seria tão seco que não fosse a umidade dos meus olhos, ao sentir o vai-e-vem de uma vida una, uma vida dual, uma vida que é nossa. Pluralizada para se fazer singular.